quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Foto da Semana Tropa de Elite vs Fidel


Aqui está a razão porque Fidel deixou o poder depois de mais de meio século.
Uma contribuição da minha querida amiga Ana Lage do Brasil. Alô Aninha tudo bem? Um beijo grande.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

D´oi viv´na melon


Ainda que com algum atraso o Liberal-online veio esclarecer a notícia do foto-repórter do "Jornal de Cabo Verde" que terá recebido voz de prisão de forma arbitrária e abusiva. Devo dizer que se a história realmente aconteceu como foi contada o jornalista então, não só, tem o direito como o dever de processar os agentes, não para lhes castigar, mas como uma forma de pedagogia. Assim sendo, certamente contribuirá para que sejam melhores policiais no futuro. Agora, pelo amor de Deus, não vamos politizar a coisa, certo?

A notícia na íntegra conforme publicado hoje no liberal-online: http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&id=17508&idSeccao=525&Action=noticia

AGENTES ARMADOS ATACAM FOTOJORNALISTA DO "JORNAL DE CABO VERDE"
Já o havíamos noticiado resumidamente. Muitos foram os leitores que reclamaram a ausência de pormenores da notícia. Atendemos ao pedido dos nossos leitores e aqui contamos como tudo se passou através da publicação do texto editado hoje pelo "Jornal de Cabo Verde"

Praia, 26 Fevereiro - Final da tarde na Achada Santo António (18h), dia 20 de Fevereiro. O fotojornalista Oteldino Vieira, do JCV, voltava para o seu local de trabalho apenas para “descarregar” as suas fotos e terminar o seu expediente. Tudo parecia correr na maior normalidade, quando surge uma ronda da Polícia Nacional. Eles param, descem quatro polícias da viatura e saem em busca de um suspeito.

Dentro de minutos, localizam-no, imobilizam-no e ele é levado para dentro do carro do piquete da PN. Nesse meio tempo, tudo é captado pela câmara do fotógrafo que, cumprindo o seu instinto profissional, apenas registou toda a movimentação.

A cena transcorreria na maior normalidade, não fora o facto de um dos polícias ter arrancado a câmara do fotojornalista de suas mãos, sob alegação que ele não poderia fotografar aquele episódio. Facto consumado, o fotógrafo se dirigiu à redacção e informou os seus superiores que a sua câmara havia sido apreendida.

Como a viatura da ronda da Polícia Nacional ainda se encontrava no local, responsáveis do JCV foram questionar sobre o ocorrido, perguntando quem seria o superior na ocasião da apreensão. Nesse momento respondeu um policial de nome Domingos Lopes, dizendo-se o responsável. Qual o motivo do confisco do equipamento? Responde que havia sido ele mesmo o mandante da apreensão. Confrontado com o facto de que não podia obstruir o trabalho da imprensa dessa forma, arbitrariamente, ordenou a imediata detenção do fotógrafo que encontrava-se junto aos seus responsáveis no intuito de recuperar o equipamento apreendido.

Nesse momento, o fotógrafo do JCV, iniciou o seu Caminho de Santiago. Além de não haver nenhuma acusação plausível contra ele, foi obrigado a entrar humilhantemente na viatura diante de uma grande plateia, que já se aglomerava, tendo sido engaiolado juntamente com presumíveis delinquentes que, entretanto, já se encontravam na gaiola da viatura policial. Como qualquer pessoa que, neste caso, supostamente descumpre a lei, deveria ser levado para um destino como a área judiciária.

Infelizmente, tal não aconteceu. O policial Domingos Lopes informou que seria levado para a esquadra do Palmarejo. Mas, em seguida, informou outra pessoa que ele seria levado a esquadra de Eugénio Lima. Confusão feita, começaram os contactos por parte dos responsáveis de JCV na tentativa de tentar localizar o fotógrafo, pois não havia certeza para onde ele haveria sido levado.

NR. Já depois de terem apanhado um raspanete de um dos superiores hierárquicos, sem saberem o que fazer com o fotógrafo, simularam um pedido de desculpa. Liberal sabe que o profissional da Comunicação Social já apresentou queixa contra os agentes infractores.

Andrés Vince

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Frase da Semana

"Nunca discutas com um idiota. Ele arrasta-te até ao nível dele... e depois ganha-te em experiência!".

Fonte: blog do Hermínio ( http://herminio.blogs.sapo.pt/arquivo/2006_02.html.)

D´oi regalód na melon


Surpreendeu-me uma notícia na sessão Sociedade do "Liberal online" de um foto-repórter que terá sido preso "abusivamente" no desempenho das suas funções. Não que seja uma novidade, também não afirmo que seja acto corriqueiro até porque senão nem seria notícia. Mas, sempre que um jornalista sofre qualquer tipo de coerção ou é impedido de exercer com liberdade o seu importante papel na sociedade, é sinal de que algo está mal. Contudo, chamou-me a atenção a forma como o referido veículo deu a notícia, pois ao menos para mim ficou muita coisa por esclarecer. O que aconteceu de facto, o que fazia o jornalista quando foi "abordado" pela polícia, porquê a polícia agiu ou reagiu daquela forma? Longe de mim questionar a veracidade da notícia ou a seriedade de colegas de profissão, mas uma história contada a meio pode gerar mais dissabores do que prestar um bom serviço à sociedade. Vejam, por exemplo os comentários em relação à matéria, será que "instigando" uma ideia negativa de um órgão tão vital para a paz social como a Polícia Nacional estarão a prestar um bom serviço à sociedade? Estarão os jornalistas tão ameaçados assim pelo Poder? Será que estes sentem-se mesmo coagidos, não há liberdade de imprensa e nem de expressão? Então, em que outro país, jornais ofendem, acusam altos dirigentes do país como aqui, inclusive com acusações de assassinatos e fraudes sem se preocupar, muitas vezes, em exibir provas e nada lhes acontece? Em que outro país Africano ou europeu haveria um implacável cronista à Casimiro de Pina a mandar bronca contra órgãos e políticos em altos cargos de eleição impunemente. Nada contra o de Pina, até porque agitadores são necessários para manter algum equilíbrio, o problema é quando tendem a desequilibrar a balança da estabilidade social. O meu blog preferido é o do Abraão Vicente que é um mestre agitador. Na minha experiência pessoal, a censura, o atentado à liberdade de expressão do jornalista ocorre mais de dentro da redacção e da sua própria cabeça do que outra coisa. A seguir é a sociedade, o leitor comum é o maior cão de guarda do jornalista. A sociedade crioula não aprendeu ainda a ser tolerante para com ideias contrárias à dela e muito menos a respeitar o oposto. Está aí o grande problema e cabe aos pais, escolas, imprensa e até aos órgãos do estado ensinar essa importante lição para que a nossa Democracia seja ainda melhor. Em tempos de pré-campanha os políticos serão os principais espelhos e mentores nessa questão. Que esses dêem o exemplo positivo para que o povo possa seguir. Afinal, é a partir das diferenças que os homens crescem e se superam.




Para ver a notícia: http://www.liberal-caboverde.com/noticia.asp?idEdicao=64&id=17449&idSeccao=525&Action=noticia

Viva La revolucion


E esta hein, afinal Fidel não é eterno?!! Não é que o homem resignou mesmo?! Alguns até já dizem que o grande “barba rija” bateu a caçuleta. Os anti-Castros mais entusiastas em Miami saíram à rua a festejar, enquanto outros mais cautelosos, fizeram da festa um protesto, pois acham que nada vai mudar. Quem pode lhes culpar se o poder passou simplesmente da mão de um Castro para outro, o mano Raul. Uma verdadeira Dinastia e os cubanos ainda vão ter de esperar mais algum tempo para ver o seu país abraçar a Democracia. Mas ela virá, mais cedo ou mais tarde. Entretanto, pelo que vi ontem no telejornal, o Raul Castro já mostra algum sinal do bom senso que Fidel há muito perdera e que custara não só, “quase” a sua reputação de herói como a interminável agonia de um povo bravo e orgulhoso. Pessoalmente, confesso-me um fã de “La revolucion” de Fidel e Che Guevara, mas como todo ditador, Fidel peca por, entre outras coisas, perpetuar no poder e quando a guerra é outra também devem mudar os discursos e as posturas. E há que saber a hora de abandonar o barco. Todavia, terá sempre o meu respeito pela generosidade de dar a vida pelos cubanos, de comandar a resistência daquele pequeno país a tamanha potencia que são os EUA e de inspirar e incorporar o espírito de perseverança de um povo guerreiro. Apesar da ditadura, não se pode esquecer que o grande “barba rija” foi o comandante de uma das maiores revoluções sociais dos tempos contemporâneos, a nível da saúde e da educação principalmente, mas também a nível da arte e dos desportos olímpicos onde Cuba figura-se como uma das grandes potencias mundiais. É pena que a maioria só recordará do triste e decadente ditador…
Que os cubanos saibam aproveitar a chance de mudança com a sabedoria e perseverança que os caracterizam e, sobretudo, com espírito de paz!
“Viva La Revolucion!” que nunca morre, pois que depois de uma luta vem outra e, se a causa é nobre, a vitória será sempre dos justos. Adeus bravo guerreiro Fidel, descansa em paz e que não se apague o teu legado, mesmo que só para recordar ao mundo que as ditaduras por mais longas e perversas serão sempre efémeras.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Cartoon da Semana -


Káu sta máu pa tudo alguém!

Quando há crimes em sua vizinhança



PS:Encontrei este texto publicado por um tal Filipe Brandão no blog www.brandusblog.blogspot.com que bem se adapta à realidade que estamos a viver hoje em algumas ilhas de Cabo Verde. Dêem uma olhada no blog é interessante.

SENTE-SE seguro de andar pelas ruas de sua vizinhança à noite? Não há muitas vizinhanças hoje em dia em que a pessoa diga que se sente. Quer more numa cidade grande, quer nos subúrbios residenciais quer numa cidade pequena, os índices crescentes de crime lhe dão razão para sentir-se apreensivo.
Falando das ruas dos EUA, o Senador John L. McClellan disse: "O crime e a ameaça do crime espreitam os Estados Unidos. Nossas ruas são inseguras. Nossos cidadãos acham-se atemorizados, aterrorizados e ultrajados."
Os cidadãos ultrajados em certa vizinhança de Nova Iorque contribuíram para contratar um guarda desarmado e sem uniforme para patrulhar as ruas durante certas horas da noite. Um porta-voz do grupo afirmou: "Demos fim a uma porção de crimes locais. . . . Não digo que estamos livres do crime, mas as coisas que acontecem nas ruas — os assaltos a mão armada — estão quase reduzidas a zero."
Na Inglaterra, a maior segurança das ruas tem sido atribuída, em parte, a que a polícia as patrulha a pé. Em resultado, os policiais conhecem pessoalmente as pessoas na vizinhança e granjeiam sua cooperação.
Há alguns anos, um distrito policial de Nova Iorque mais do que triplicou os homens em patrulhas a pé, por um período de cerca de três meses, para ver o efeito que isso teria sobre o crime em geral naquele distrito. Em resultado, o crime ficou reduzido à metade. Uma diminuição considerável do crime foi também conseguida nos metropolitanos de Nova Iorque quando se colocou em cada trem e em cada estação um policial durante certas horas da noite.
Contudo, em muitas localidades, a polícia não dispõe de elementos para manter adequadas patrulhas a pé. Assim, utilizam carros de radiopatrulha. Mas, o que pode fazer para evitar ser assaltado quando há crime em sua vizinhança?

Fique Alerta

Se estivesse andando no meio da selva, certamente ficaria alerta ao perigo dos animais selvagens. Se tiver crime em sua vizinhança, precisa mostrar-se igualmente alerta. Um criminoso talvez fique à espreita na rua, ou num prédio, esperando pular sobre o leitor, e pode ser tão ruim quanto qualquer animal selvagem.
Não se perca em pensamentos ao andar pela rua. Mantenha os olhos em observação no que está adiante na rua, e, ocasionalmente, olhe para trás. Os atacantes pelas costas ficam observando as pessoas incautas e pulam sobre suas costas. Talvez fiquem parados nas ombreiras duma porta ou ociosos na rua. Quando provável vítima passa por perto, vêm por trás dela e lhe aplicam uma chave de pescoço. Às vezes, um bando de delinqüentes juvenis passam correndo por uma senhora incauta, derrubam-na e saem correndo com a bolsa dela. Como animais, tais criminosos escolhem os fracos e idosos, ou uma pessoa que esteja só.
Assim, para evitar tornar-se vítima, precisa ficar alerta quanto a pessoas de aparência suspeita que ficam ociosas na rua adiante. Não se arrisque a passar no meio delas. Atravesse para o outro lado da rua ou dê meia volta e siga por outra rua. Jamais hesite em mudar de direção, se nem tudo parecer bem em sua frente. Ande perto do meio-fio, bem distante dos prédios em que uma pessoa talvez esteja à espreita, numa entrada escura ou num beco, esperando puxar para dentro a pessoa incauta. Tente evitar andar pelas ruas desertas de outros pedestres.
Ao entrar num prédio com saguão, olhe em volta do saguão primeiro, antes de entrar. Se uma pessoa de aparência suspeita estiver ali sem fazer nada, não entre sozinho. Se tudo lhe parecer bem, tome o elevador para o andar desejado, mas, se alguém parar o elevador em outro andar e entrar nele, e achar ruim ficar no elevador junto com tal pessoa, poderá sair dele imediatamente, antes que a porta se feche. Tome outro elevador, ou use as escadas. Muitas pessoas têm sido roubadas e assassinadas em elevadores.

Usar o Carro

É muito mais seguro andar de automóvel à noite em ruas assoladas de crimes do que andar a pé. Mas, neste caso, também, precisará exercer bom senso e usar precaução. Assegure-se de que as portas estejam todas trancadas. Se não estiverem, um criminoso pode facilmente abrir uma porta quando parar num sinal, e entrar no carro para assaltá-lo. Se alguém agir de forma ameaçadora, dê partida imediata no carro.
A motorista usará bom senso quando colocar sua bolsa no compartimento de luvas ou no chão, ao invés de deixá-la em plena vista no banco do carro.

Quando For a Vítima

O que fazer se o criminoso o assaltar na rua e exigir seu dinheiro? Deve resistir? Que chance terá contra um bandido que está armado dum canivete ou revólver? Poderá sempre ganhar mais dinheiro, mas, se ele resolver baleá-lo ou esfaqueá-lo, o custo lhe será muito maior do que o dinheiro em sua carteira.
Uma boa defesa para a mulher são seus gritos. O criminoso, provavelmente não continuará por perto nem a ferirá enquanto ela fizer bastante barulho. Se tentar obrigá-la a acompanhá-lo a um beco escuro, ela deve rolar pelo chão e gritar. Seria muito tolo correr atrás dum ladrão na rua que foge com seus pertences. Talvez se volte e o mate. O bom senso dita que deveria chamar logo a polícia, e sentir-se grato de não sofrer nenhum dano físico.
Há possibilidade de que more numa vizinhança em que o crime ainda não é um problema tão sério, e talvez não ache necessário ficar alerta. Mas, com o tempo, suas ruas talvez se tornem inseguras, também, à medida que o vício de entorpecentes entre os jovens continua a aumentar e se torna mais geral o colapso crescente da lei e da ordem. Assim, pense em sua própria segurança por permanecer alerta, por usar bom senso e por tomar precauções para evitar situações perigosas.